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Belo


Belo

 

Quando Belo decreta que é tudo novo, pode entender que é “Tudo Novo” de verdade. Tanto que a expressão batiza seu 11º álbum em 13 anos de carreira solo. 16 músicas inéditas, uma hora de música e uma nova e proveitosa guinada na carreira. Para cima.

Para comemorar, Belo abandonou o característico loiro dos cabelos e trocou por dreadlocks. O visual acompanha o posicionamento como cantor – Belo canta como nunca em seu novo álbum.

Sua faceta mais forte, a de crooner, costura todas as variantes de samba que apresenta em Tudo Novo, do partido alto ao samba de roda, passando, claro, pelo pagode. Receita muito bem sovada em romantismo, a assinatura característica do cantor, que completa 20 anos de carreira neste 2013.

Belo começou no Soweto em 1996. Poucos anos depois, o grupo explodiu e projetou-o a uma carreira solo das mais bem sucedidas entre os músicos brasileiros – mais de 7 milhões de discos vendidos, CDs e DVDs ao vivo e em estúdio, músicas entre as mais executadas do país nas rádios e TV.

Junte tudo o que foi escrito em uma hora de música e terá uma pista do que Belo apresenta em Tudo Novo. Uma pista, pois o disco começa com um quase standart da bossa nova (que, não por acaso, é uma forma de samba).

“Nos Desejos de Uma Paixão” tem arranjos belíssimos de um rio de barquinho e violão dos anos 1950 e 60, mas depois vira um samba/pagode contemporâneo. O sotaque bossa-novístico aparecerá de novo no meio do trabalho, em “Meia Luz”, mas com ganho na cuíca.

“Um Herói” nasce sobre uma base de sopros bastante elaborada, enquanto “A Gente Faz Amor” invoca samba-canção à medida para se dançar.

O pagode romântico, onde Belo veste a camisa 10, se traduz no primeiro single, “Vi Amor no seu Olhar”. Mas também em “Teu Refém”, “Mundo de Paz” e “O Dia Pra Você”. Esta última puxada no cavaquinho.

Mais samba para dançar? Pode colocar para rodar “Provocação”, “Prometo” ou “Fica Mais Relax”. Ou então deleite-se no clima latino de “Menina Linda”, uma quase rumba que se transforma em pagode com acento de cuíca.

“Onde Bate Fica” é samba de roda com acordeão, flauta e cavaco e Belo reserva os momentos certos para baladas românticas, como “Olhando os Retratos” e “À Deriva”, dona de arranjo orquestrado arrebatador.

O gran finale vem em mais uma balada, “Eu Aprendi”, levada no piano e cavaco e que cresce em energia. Se ainda restou alguma dúvida que é tudo novo, coloque para rodar novamente – você só tem a sair ganhando. 



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